sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Mão de LEGO



Isso aí.
Devido a inflamação nas juntas dos dedos, estou com uma tala na mão direita. Fiquei parecendo o Playmobil aí de cima. O pior é que não é possível jogar NintendoDS nem treinar ocarina com uma mão só. Minha mão esquerda só provou ser inábil com desenhos que não sejam bolinhas, flores ou espirais. Digitar com a mão esquerda apenas é um saco. E a televisão brasileira (leia-se Globo) é uma merda, passando programas que, sinceramente, duvido que alguém queira assistir.
Faltavam somente duas páginas pra terminar o objetivo desse semestre pro meu projeto de Manga/Comic! Grr!

sábado, 27 de novembro de 2010

Se você está perdido...



...talvez encontre o que procura no grupo TutorialHouse do DeviantArt.

Selecionei vários tutoriais gentilmente postados pelos usuários do site. Os assuntos vão desde rascunho, scan e edição digital a pintura tradicional com aquarela, marcador, crochet, tricô e origami. Alguns tutoriais estão em Português, mas a maioria está em Inglês.

Editei também uma lista de tutoriais no YouTube, com várias dicas sobre pintura digital, tradicional, o processo de criação e, principalmente, sketchbooks bem aproveitados.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Férias

Até dia 17/10 estarei de férias. =]

É bastante triste perceber que vários dos meus projetos antigos serão totalmente remodelados se algum dia eu quiser publicá-los. Andei estudando bastante sobre roteiro para quadinhos e filmes. E como é natural, percebi que tudo o que escrevi na minha juventude estava uma porcaria. xD
Felizmente, algo da essência de cada uma das histórias pode ser salvo. Clepsidra, a história de fantasia (quase) medieval foi enquadrada como infanto-juvenil e DarKnight transformou-se em leitura para adultos -- provavelmente um hentai ou coisa do gênero. Aliás, o fanzine "Crepúsculo dos Deuses" é um trecho inocente de DarKnight.
Apesar dos conceitos firmes de outros temas, resolvi trabalhar com uma história pouco desenvolvida: a de Giovani & Ariel. Originalmente, Ariel era mais jovem (13 anos) e a família não era mafiosa. Giovani ficou menos grunge e mais estiloso -- atualmente gosta de grifes italianas caras...mas ainda gosta muito de roupas pretas. A paixão pela moto continua a mesma, apesar do modelo ter sido definido bem recentemente.
Enfim, a história com título provisório de O Guardião conta as desventuras da jovem herdeira de uma empresa bem sucedida do ramo calçadista. Ariel trocou de escola algumas vezes e não tem muito interesse em seus colegas. Um dia a mãe decide que ela deve ter um guarda-costas... e morar com ele.


quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Nova Carinha e Novidades

Hehe.
Troquei o visual do blog, agora com o novo esquema de design.

Pra quem ainda não conhece, eis meu primeiro fanzine, Crepúsculo dos Deuses. É uma história completa em 10 páginas, feita em sete dias.



Lancei o fanzine no AnimeXtreme em maio/2010 e tirei segundo lugar no Prêmio Oscar C. Kern -- organizado pelo Dinamo Studio.

Estou trabalhando no meu projeto de Manga/Comic, agora bem a sério. Espero que eu conclua logo a etapa de roteiro, já que é isto que me impede de avançar no projeto. O trabalho terá supervisão do Dinamo HQ e a meta é publicar.

domingo, 29 de novembro de 2009

Não deixe minha mãe saber

Mamãe nunca soube, mas ele era amigo de papai.
Bem, não sei nem como elucidar. Daniel foi muito amigo de Keniti quando ele ocupava o corpo de Kotani, por isso eu tenho dificuldades em chamá-lo de “pai”. Meu pai foi, por quinze anos, Axel, o companheiro de minha mãe. Nada tenho a ver com Kotani, ainda que Keniti esteja em seu corpo.
Como as coisas são estranhas...
Conheci-o pouco depois do descongelamento. Ele estava furioso e Keniti nem consegui recordar-se porquê. Com o tempo ele se acalmou, mas Keni ainda não o queria por perto. Eu já o tinha visto antes, quando ele salvara mamãe, Karine, naquela tarde que ela já não sabia mais o que fazer da vida. Daniel fora como um anjo, retirando-a das águas gélidas. Dei-lhe as bolitas que eu brincava desconhecendo seu potencial. Se uma delas se quebrasse em minha mão, talvez eu não estivesse aqui agora!
Eu percebia como seus olhos brilhavam e como ele murmurava que éramos diferentes, apesar de tudo. Ficava eu muito envergonhada até de falar. Vernam, a babá, não o olhava com o cuidado de sempre, ela só não gostava de nos ver juntos.
Como ele podia ser um velho amigo de Keni se ele parecia tão jovem? E insano...
Numa tarde fria, com o sol dourando o horizonte, ele me pegou pela mão. Estremeci. Ele podia ser engraçado, era assustador encarar seus olhos e ver mais do que eu desejava ver nos olhos de um homem...
Eu o viajava, atenta a qualquer movimento. Seguíamos pela trilha no bosque que levava a uma fonte natural de águas quentes. Do meio da fonte uma porta iluminada surgiu. Eu podia ser coisas do outro lado. Mas não eram as árvores do bosque...Resisti um pouco quando ele me puxou lá para dentro. No princípio a luz cegou-me e senti-me perdida. Mas eu logo reconheci uma Volund diferente. Não tinha nenhuma casa e sim muitas árvores. mas de longe se ouvia som de música.
“Confie em mim”. Eu não hesitei em seguí-lo por onde fosse. Vagamos a noite inteira a cavalo até que eu percebesse que o espaço percorrido não caberia de jeito nenhum em Volund! Descansamos um pouco e aproveitei mais a viagem no dia seguinte. Como a paisagem era bela! Nunca vira coisa semelhante, nem aqui nem no continente!
Daniel logo encontrou alguns amigos e me esqueceu. Ao contrário dele, os amigos estavam envelhecidos, alguns curtidos pela idade. Exceto por uma mulher de olhos tão bonitos, mas que insistia em escondê-los. Ela saíra de um mosteiro algum tempo antes e logo estaria de volta, viera apenas visitar um amigo mal de saúde. Juro que o tal parecia um pouco com Kenji, mas foi uma repentina impressão.
Estava exausta.
A notícia de que Daniel retornara percorria o vilarejo. Causava-me um mal-estar os risinhos maliciosos de algumas mulheres. Baixei a cabeça e segui Daniel porta afora. Era a cabana que um dia pertencera a ele. Descobri que o vilarejo era na verdade um acampamento das partes neutras durante a guerra em Outside (que ninguém antes tentara me explicar). Não havia luz elétrica, somente lampiões, e acredito que a situação fosse a mesma para onde quer que fosse.
Não sabia para onde estava indo, seguia cegamente a Daniel. Novamente, ele me encarou e murmurou mais algumas coisas como de costume. Eu não tinha visto que uma mulher esperava por nós...
Ficamos ambas silentes, uma frente a outra. Ela sorriu e eu notei que ela era muito parecida comigo, como se fosse uma irmã gêmea. Logo ela esqueceu-se de mim e voltou-se para Daniel. Quis sair, eu não tinha nada a ver com a situação. Pedi licença para deixá-los a sós. Novamente, ela voltou-se para mim e aproximou-se, deu-me um beijo. ra tão estranho que eu quisesse fugir mas estivesse apreciando o tempo todo estar com ela. Era como beijar um espelho. Lembro-me de pouca coisa, estive muito próxima a ela, e depois viera Daniel.
Acordei na manhã seguinte sem compreender nada. Chamei por minha mãe e por Vernam, mas ninguém atendeu. Iluminei pobremente o local, acordando também os dois. Estive perplexa por uns instantes, a ponto de escapulir. Mas Daniel não deixaria. Cobriu minha boca com um beijo e disse que não me deixaria mais.
“Não, não! Eu preciso voltar!”
Fora difícil convencê-los que eu precisava mesmo voltar para casa,, para minha mãe e para Vernam. E mesma estive a ponto de desistir. “Como é que eu poderia viver sem você agora?”, murmurei para ele. “Se eu soubesse antes... É coisa que eu não devia ter-lhe ensinado...”
Novamente, estava eu nos braços de Alexia, coisa que eu jamais em minha vida teria pensado se continuasse vivendo em Volund. Mas esse não era meu mundo e sim o de Daniel. Abandonei sofregamente minha “irmã gêmea” e refiz o caminho para o portal de Volund. Daniel me acompanhou pensativo durante a maior parte do trajeto. Talvez ele soubesse que isso era coisa que não devia nunca ter acontecido. Certo trecho do percurso ele empalidecera, puxando as rédeas de seu cavalo, mas logo recobrou suas cores normais.
E era tão diferente sem Aléxia. Eu sabia que também começaria a amá-lo, embora o sentimento fosse pequeno frente ao que sentia pela minha “irmã gêmea”.
Daniel abriu o portão iluminado e eu podia ver a água cristalina da fonte. Ele não quis me levar através dela, imaginei que teria mudado de idéia. “Tenho medo do que possa ter feito. Cuide-se, Chizuko.”
Assim, fiquei apenas uma semana em Outside — sem perceber— e voltei carregando Eve... Como eu já disse, mamãe jamais soube quem era o pai de Eve... e que também era o pai de Adam.

domingo, 25 de outubro de 2009

Projeto 24 horas no Trem

Devido a frequencia com que o tema surge em diversos contos ou estórias, resolvi fazer o projeto "24 horas no Trem". São quatro contos cuja temática é a ambientação do nosso famoso Trensurb.
Mais informações em breve.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Dark 1.1

[...]
Durante o tortuoso caminho até os arredores do vilarejo principal Zieg não fizera mais do que responder as perguntas que sua indesejada companhia direcionara-lhe. Passara distante das barracas de tecido e outras quinquilharias que atrairiam a atenção de uma mulher para não deter sua marcha.
Observando-o avançando apressado a sua frente, Ana constatou que Zieg, ainda bastante jovem, era muito delicado para uma missão solitária contra o bandoleiro. A mão apertando firme o cabo da espada não possuía calos do treinamento necessário para domá-la. As longas horas de debates com Reinhardt ou qualquer outro provaria seu verdadeiro gosto pelas atividades intelectuais. Ou seja, Zieg não passava de um almofadinha tentando provar algo a alguém. Sem muito esforço Ana pensara em Brunehilde, pois percebera o desconforto que ele apresentara logo cedo.
— Essa coisa...esse marginal tem nome? O que vamos encontrar?
Zieg continuou esquivando de algumas pessoas distraídas até perceberem a presença real e ceder-lhe passagem. Enfim, olhou de soslaio para Ana e respondeu:
— É Fragonard. Se ele atacar como o costume, serão quinze lobos expostos e sete escondidos. Ele nunca admitiu negociações, embora Brunehilde insista em tentarmos o contato. Acredito que não passe de um selvagem.
— Lobos?Você disse lobos?— Ana estacou subitamente apavorada e imóvel nas cercanias da praça principal.
Zieg retrocedeu e postou-se a seu lado, lançando olhares preocupados ao seu redor.
— Disse, senhorita. Mas não deve se preocupar com os lobos. O atraso apenas nos será desfavorável agora, vamos andando, por favor.
Caminharam mais alguns minutos e os barulhos da cidade já estavam distantes.
— Se ele costuma atacar, como pretende se defender?
Irritado com as perguntas sem imaginação de Ana, Zieg deteve a marcha e desarmou a trouxa que carregava nas costas com um movimento violento. Ele continuava segurando um dos panos, mas um segundo foi atirado longe com o movimento.
— Essas peles nos ocultarão completamente dos lobos.— explicou enquanto a via segurar a pele curtida com nojo na ponta dos dedos.
— Ah, é?—rira.
— Vocês, gente do ocidente, nunca compreendem o poder de nossos amuletos!...— esbravejara Zieg jogando a pele sobre os ombros e cobrindo a cabeça.
— Eu compreendo muitas coisas, Zieg. Não que eu duvide de seu precioso amuleto, mas não quero estar confiante demais nisso quando o bandoleiro estiver perto.
— Sem os lobos ele não poderia fazer nada. Com isso anulamos o seu ataque. Só precisamos chegar até ele...
Sem acreditar muito nas palavras de Zieg, Ana vestiu a pele e imediatamente começou a distinguir vultos floresta adentro. Os cheiros silvestres se tornaram mais acentuados e seus passos mal eram audíveis.
— Ela não só nos deixa imperceptível aos predadores como nos dá a vantagem de contar com os sentidos apurados deles. Deuses! Não deveria estar dando tantas explicações para uma criatura de pouca fé!
— Fé todos nós temos, em uma coisa ou outra...
Ambos avançavam pela beirada da floresta, subindo por uma escarpa rochosa que terminava abruptamente sobre mais uma fileira de árvores. Logo adiante a chama fraca de uma fogueira era visível, escondida outrora pela escarpa. Com a visão apurada, os dois puderam divisar os lobos espalhados preguiçosamente ao redor do fogo, algumas sombras esgueirando-se na escuridão fria longe das chamas e um homem parado ao centro acariciando os pelos de um lobo que era quase tão grande quanto ele.
Ele ergueu os olhos brilhantes no sentido da escarpa e farejou o ar. Ana se encolheu mais rente à rocha, tentando acreditar no poder da capa que vestiam.
— Zieg. — cochichara e naquelas condições não era necessário mais do que isso para que o companheiro ouvisse — Alguns homens conseguem ser mais cruéis e abomináveis do que lobos. Não sei o que esse homem costumava fazer antes, mas não sinto qualquer coisa nele agora que o caracterize como mau.
Recordando-se dos poderes que a capa dera em igualdade para ambos, Zieg evitou uma cara de esgar diante da afirmação que a forasteira poderia sentir a respeito de Fragonard. Essas habilidades nunca antes haviam se manifestado longe de Advari, entre os bárbaros do ocidente. Ele apenas fez um gesto para que ela esperasse no topo da escarpa.
[...]